IBGE inicia nova Pesquisa Nacional de Saúde em todo o país
Nesta semana, o dia 5 de agosto marca o Dia Nacional da Saúde, data instituída em homenagem ao nascimento do médico e sanitarista brasileiro Oswaldo Cruz, um dos principais responsáveis pelo combate às epidemias que marcaram a história do país.
A ocasião também chama a atenção para a importância da produção de dados que orientam políticas públicas, como a terceira edição da Pesquisa Nacional de Saúde (PNS 2026), iniciada pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em parceria com o Ministério da Saúde.
Considerada o principal levantamento domiciliar sobre saúde realizado no Brasil, a pesquisa visitará cerca de 140 mil domicílios em todos os estados até o fim deste ano. Aproximadamente 1.800 entrevistadores do IBGE percorrerão o país para coletar informações sobre as condições de saúde da população, hábitos de vida, acesso e utilização dos serviços de saúde, ocorrência de doenças crônicas e fatores relacionados à qualidade de vida.
Os dados produzidos pela Pesquisa Nacional de Saúde são utilizados para o planejamento, monitoramento e avaliação de políticas públicas. Além disso, servem de base para pesquisas científicas e ajudam a identificar desigualdades no acesso aos serviços de saúde, contribuindo para a elaboração de ações voltadas à prevenção de doenças e à promoção da qualidade de vida.
Durante a visita, os entrevistadores aplicarão um questionário sobre o domicílio e seus moradores. Em seguida, um residente escolhido aleatoriamente responderá ao questionário individual da pesquisa, destinado à população com 15 anos ou mais.
Entre os temas abordados estão doenças crônicas não transmissíveis, saúde da mulher, saúde da população idosa, saúde mental, saúde bucal, alimentação, atividade física, tabagismo, acidentes, violência, doenças transmissíveis, pessoas com deficiência, cobertura por planos de saúde e utilização dos serviços de saúde. A pesquisa também reúne informações sobre educação, renda, trabalho e condições de moradia, permitindo compreender como fatores sociais influenciam a saúde da população.
Outra etapa da coleta inclui a aferição de pressão arterial, peso e altura dos participantes selecionados. Essas medições ampliam a qualidade das informações produzidas e fortalecem o monitoramento de indicadores importantes para a saúde pública, como hipertensão arterial e excesso de peso.
A principal novidade da edição de 2026 é a coleta domiciliar de biomarcadores. Entre julho e outubro, uma subamostra de 15 mil a 20 mil moradores, com 35 anos ou mais, residentes em capitais e regiões metropolitanas, será convidada a realizar exames de sangue e urina. As análises incluem hemograma, perfil lipídico, hemoglobina glicada, creatinina, ácido úrico, sódio, potássio, sorologia para chikungunya e dosagem de chumbo e mercúrio. Os participantes receberão gratuitamente os resultados dos exames.
Por ser realizada por amostragem, cada domicílio selecionado representa um conjunto maior de residências com características semelhantes. Por isso, a participação dos moradores é fundamental para garantir que os resultados reflitam com precisão a realidade da saúde da população brasileira.
O IBGE informa que todos os entrevistadores estarão devidamente identificados com crachá, uniforme institucional e dispositivo eletrônico de coleta. A identidade dos servidores pode ser confirmada pelo portal Respondendo ao IBGE ou pelo telefone 0800 721 8181.
